Dia 22 de abril passou e com ele o aniversário de um dos nomes mais premiados e marcantes da indústria do cinema, Jack Nicholson. Completando 83 anos, o ator aposentado coleciona, prêmios, polêmicas e papéis marcantes e históricos.

Foi difícil escolher a película para marcar essa data, por isso, optei por aquela, que pra mim, apesar de ser de originalmente lançada em 1975, continua com um discurso impactante e relevante. Estou falando de “Um Estranho no Ninho”, filme baseado no romance de mesmo nome de 1962 escrito por Ken Kesey, que foi dirigido por Milos Forman com roteiro adaptado por Bo Goldman e Lawrence Hauben.

Indiscutivelmente, algumas das questões abordadas em “Um Estranho no Ninho” não são tão relevantes em 2020 como eram em meados da década de 1970, mas isso de maneira alguma diminui o impacto dramático do filme.

Produção marca o segundo filme em inglês do cineasta tcheco Milos Forman, que ganhou dois Oscars (um para este filme e outro para Amadeus), e foi esta película que o catapultou para a lista de grandes diretores.

O filme fala sobre a luta de vontades entre o paciente R.P. McMurphy (Jack Nicholson) e a Enfermeira Ratched (Louise Fletcher). Indo mais a fundo, trata-se das tentativas de uma força autocrática de esmagar o indivíduo a qualquer custo.

A cadeia é uma residência frequente para McMurphy, que acumula passagens pela polícia por agressão e estupro. Em vez de passar o tempo atrás das grades, ele decide que pode ser mais fácil servir seu tempo em um hospital psiquiátrico, então ele “fica louco”.

O plano funciona, mas McMurphy logo descobre que a vida não é tão boa em um asilo.

Destemido, McMurphy começa a se tornar o homem mais popular da ala, logo faz amizade com o grupo que inclui tipos tão diversos quanto o falador Martini (Danny DeVito) e o “gigante” índio americano surdo-mudo, conhecido como “Chefe” (Will Sampson ) e lá para frustrar McMurphy a todo momento, está a enfermeira Ratched.

Ao longo filme (133 minutos), primeiro somos apresentados a uma ampla vulgaridade, como se fosse para tirar tudo isso do caminho, antes de passar para uma ambivalência em que não se sabe se ri ou chora, ou ambos.

O impacto cumulativo é convincentemente desanimador (ninguém vence, todo mundo perde) e, ao mesmo tempo, é confuso e ambíguo assim como convém ao liberalismo superficial da época que ele representa tão bem.

O final do filme é sem surpresas, o destino de McMurphy é apresentado de maneira tão intransigente, literalmente como um soco no estômago, e o último verdadeiro ato de amizade mostrado a ele por Chief traz uma lágrima nos olhos.

Um Estranho no Ninho foi indicado a 9 premiações no Oscar, levou 5 estatuetas, incluindo Nicholson e Fletcher como melhor ator e atriz respectivamente.

Visto 45 anos após seu lançamento, o filme continua sendo um filme extraordinário, embora talvez apenas perca o auge da grandeza onde sua reputação sugere que ele reside.

Aniversariante da semana: Jack Nicholsonhttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/04/Jack-Nicholson.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2020/04/Jack-Nicholson-150x150.jpgLucas ManoelartigosJack Nicholson,Louise Fletcher,Milos Forman,Um Estranho no NinhoFacebook Twitter Instagram Youtube Dia 22 de abril passou e com ele o aniversário de um dos nomes mais premiados e marcantes da indústria do cinema, Jack Nicholson. Completando 83 anos, o ator aposentado coleciona, prêmios, polêmicas e papéis marcantes e históricos. Foi difícil escolher a película para marcar essa data, por isso, optei por...O Impulso HQ é um site e canal no YouTube dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!