Estou acompanhando com muito interesse a volta do mais lendário dos velocistas da DC Comics… Naturalmente, refiro-me a Barry Allen, o Flash da Era de Prata. Diga-se de passagem, um personagem que gosto muito, desde o desenho dos Super-Amigos à série “The” Flash.

Lembrado que Barry se sacrificou de forma épica para destruir um canhão de antimatéria durante Crise nas Infinitas Terras, voltou à vida durante outra saga, a malfadada Crise Final. Bom, por favor, queiram perdoar esse rodeio, mas quero falar do retorno de Barry, mas não “verdadeiro” Barry Allen.

Ocorre que na década de 1990, período conturbado para os quadrinhos no geral, Mark Waid era escritor das aventuras de Wally West, jovem que alguns anos antes adquiriu super-velocidade da mesma forma que seu o tio, Barry, tornando-se o Kid Flash, um sidekick do velocista.

Mais tarde, com a morte de Barry, Wally assumiu seu legado e identidade. Waid concedeu ao personagem nova dimensão, explorando facetas curiosas a partir de elementos como tornar pública a identidade secreta do herói e faze-lo ser amigo de antigos inimigos. Por volta de 1993, em parceria com o desenhista Greg Larocque, Waid contou uma história divisora de águas na vida de Wally: A volta de Barry Allen.

Como dito acima, Wally começara como o “Robin” do Flash, tendo inclusive a mesma velocidade. Atingido por um raio do vilão Anti-Monitor durante uma batalha em Crise, perdeu parte do poder, passando a locomover-se “apenas” a velocidade do som. Numa “aventura de Natal”, Wally e Jay Garrick (Joel Ciclone, o primeiro Flash, com a “tigela” na cabeça) se esforçam para fazer às vezes de Papai Noel em Keystone City…

Mas o “presente” veio mais tarde, quando Barry Allen, literalmente, bate a porta da residência. A partir de então, Waid inunda Wally com um misto de alegria e incerteza e a máxima constante “Meu nome é Wally West. Eu sou Flash, o Homem Mais Rápido do Mundo” vai por água abaixo na vida do rapaz.

A pedido de Barry, a Liga da Justiça não é informada de seu repentino retorno, mas Hal Jordan, Lanterna Verde e grande amigo do Flash da Era de Prata, usa seu anel energético e confirma: trata-se do verdadeiro Barry Allen. A trama prossegue e as dúvidas de Wally tornam-se cada vez mais recorrentes. De repente, Barry vê Wally trajado como Flash… Eles se aventuram a captura de um mafioso vaidoso e Wally não tem mais dúvidas: trata-se do verdadeiro Barry Allen. Mas, na edição seguinte…

Joel Ciclone e os Flashes unem esforços contra um bando fortemente armado que roubou um trem! A sequência, com a licença do merecido trocadilho, é de tirar o fôlego, com os velocistas usando a velocidade de formas como raramente se vê. Eles salvam pessoas e tem que impedir o choque do vagão descarrilado com a área urbana. É dessas “cenas” que te fazem esquecer o motivo de você gastar tanto com quadrinhos de tão legal, entende?

Barry prova por A + B que é Barry Allen. Wally vai ficando sem lugar e sua noiva Linda Parker tenta ajuda-lo… Nova batalha e num instante fatal Wally é atingido com tudo. Os vilões comemoram “Matamos o Flash”. Um estrondo sônico da fúria de Barry ensurdece a todos. Ele parte pra cima do assassino… e Wally, milagrosamente, se ergue dos escombros a tempo de impedir que Barry mate o cara. Wally é o único a ouvir os dizeres de Barry para o bandido. Um “climão” se faz presente. Waid encerra a história com Wally revelando o que ouviu: “Eu sou o Flash”…

Dennis RodrigoartigosBarry Allen,DC Comics,FlashEstou acompanhando com muito interesse a volta do mais lendário dos velocistas da DC Comics... Naturalmente, refiro-me a Barry Allen, o Flash da Era de Prata. Diga-se de passagem, um personagem que gosto muito, desde o desenho dos Super-Amigos à série “The” Flash. Lembrado que Barry se sacrificou de forma...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
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