Super-Homem, o super-herói que saiu das HQs para influenciar o mundo

Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938, o Homem de Aço saiu das páginas dos quadrinhos para se tornar um dos maiores ícones da cultura pop. Depois da sua aparição na famosa Action Comics #1, em 18 de abril, que vez ou outra vira notícia pelos valores com que são leiloadas as suas edições originais, o personagem rapidamente se tornou um sucesso estrondoso nos Estados Unidos e no mundo.

Com a popularidade, suas histórias começaram a atrair o interesse de outras mídias e, assim, começaram as suas (MUITAS!) adaptações e o seu legado do símbolo do Super-homem para o mundo!

Sucesso no rádio e uma luta na “vida real”

Já na década de 1940, o Homem de Aço ganhou um programa no rádio: The Adventures of Superman. As aventuras começaram a ser transmitidas pela rede WOR, de Nova York, de 1940 e durou até o ano de 1951. O programa já utilizava na abertura de seus episódios uma das frases que ficaram mais famosas na história do personagem: “É um pássaro, é um avião, é o Superman!”. Pelo site archive.org, é possível ouvir mais de cem episódios da série!

Uma curiosidade sobre o programa é o fato de ele ter ajudado na luta contra a Ku Klux Klan, a famosa seita racista que atuava nos Estados Unidos. Um dos roteiristas do programa se infiltrou na organização e aprendeu como era seu funcionamento, seus códigos e sinais. Depois os revelou nos episódios da série em que o herói enfrenta membros da KKK, chamado “Clan of the Fiery Cross”, de 1946. A repercussão do programa afetou a seita, que teve uma diminuição grande em suas ações e no recrutamento de novos membros.

Esse caso é retratado no livro de Rick Bowers: Superman Versus The Ku Klux Klan: The True Story of How The Iconic Superhero Battle The Men of Hate, lançado nos EUA em 2012. No ano passado foi divulgado pelo site Deadline que o livro será adaptado para os cinemas.

Passagem pela Broadway e o surgimento de um ícone

O Superman foi adaptado muitas vezes e em muitas produções diferentes. Ele já teve até mesmo um musical na Broadway: “It’s a Bird…It’s a Plane…It’s Superman”. Quem interpretou o herói foi o ator Bob Holiday.

O herói ganhou as telas em animações, seriados para a televisão e filmes, mas quem mais se destacou e se tornou quase um sinônimo do personagem foi o ator Christopher Reeve. O Superman, de 1978, é considerado até hoje um dos melhores filmes de super-heróis já feito e colocou o ator como um ícone na história do personagem. Reeve conseguiu influenciar tanto na trajetória do super-herói que até hoje sua fisionomia é utilizada por artistas para retratar o Homem de Aço e homenagear o ator.

A cena em que ele corre em direção à câmera, abrindo a camisa e revelando o “S” do uniforme também se tornou marcante para o personagem, sendo repetida algumas vezes. Uma das mais famosas aconteceu nos anos 1980 na capa de O Homem de Aço de John Byrne, em uma das suas fases mais famosas dos quadrinhos.

A trilha sonora do filme também se tornou um marco. Composta por ninguém menos que John Williams, é impossível ouvir os primeiros acordes sem lembrar imediatamente do herói. Pra quem já é fã ou quer conhecer um pouco mais sobre a produção, um making of do filme está disponível no Youtube.

Animações e Videogames

Muitas animações dos personagens da DC Comics foram, e continuam sendo, lançadas ao longo dos anos. Mas uma das mais memoráveis foi a produzida pelo estúdio de animação Hanna-Barbera: Superamigos.

O desenho animado juntou os maiores heróis da DC na época (Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman e Robin) com personagens criados para o desenho, como os Super-Gêmeos, Gleek, Vulcão Negro, Chefe Apache e muitos outros. A série foi produzida entre 1973 e 1985.

O título “Superamigos” também foi utilizado pela Editora Abril no início da sua publicação de títulos da DC Comics.

Além dos desenhos animados, o Superman sempre foi figura presente nos Videogames. Em 1978, foi lançado o jogo Superman para o Atari 2600. Desde então, o herói marcou presença em jogos para quase todos os consoles até chegar na série Injustice, um dos maiores sucessos da DC atualmente, levando inclusive à criação de uma HQ da série.

Influência no esporte

Não é incomum ver atletas homenageando o personagem das mais diferentes formas. Seja usando uma capa vermelha, usando seu símbolo ou imitando seus gestos. Na NFL, liga de futebol americano dos EUA, o quarterback do Carolina Panthers, Cam Newton, ficou conhecido como “Super Cam”, por comemorar seus touchdowns imitando a cena em que o herói abre a camisa e revela o “S”. O ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal é outro fã do Super-Homem, tendo o símbolo do herói tatuado no braço.

Além de influenciar atletas, o próprio personagem já se encontrou com um dos maiores lutadores de Boxe de todos os tempos nos quadrinhos. O crossover Superman Vs. Muhammad Ali, aconteceu em 1978 e colocou os dois frente a frente em uma disputa para saber quem era o maior lutador da história da Terra.

O nome do personagem também é utilizado em alguns eventos esportivos temáticos. Em agosto deste ano, por exemplo, acontece a Superman & Supergirl Run, corrida que será realizada no Ibirapuera, em São Paulo.

Influência na Música

O personagem também marca presença no mundo da música. Artistas como Eminem, R.E.M., 3 Doors Down, The Kinks, Brian Mcknight, Hank Williams Jr., Gilberto Gil, entre outros, compuseram músicas sobre o herói. As letras vão desde homenagens, até sátiras e referências aos seus poderes.

Legado e longevidade

O legado construído ao longo dos 80 anos do Super-Homem é algo que prova a sua relevância não só dentro do gênero dos super-heróis, mas na cultura de forma geral.
O personagem se tornou um ícone graças às características universais que fazem parte da sua essência. Ele pode ser visto como um modelo do que a humanidade pode ser, mas também como uma pessoa simples, que valoriza coisas comuns à vida cotidiana.

Com o passar dos anos, também conseguiu se manter relevante e superar momentos em que o interesse do público buscava outras formas de entretenimento. Na época em que foi lançada a saga A Morte do Super-Homem, o homem de aço já não era mais um dos protagonistas em alta junto ao público, que preferia personagens com um perfil de anti-heróis e histórias com maior foco em grandes batalhas.

Mas o anúncio da morte do herói teve uma repercussão gigante. Inclusive no Brasil, onde o lançamento da história foi noticiado em grandes veículos de comunicação.

Outro fator que mostra a relevância do homem de aço ao longo da sua trajetória é a quantidade de talentos que trabalharam em suas aventuras. Se voltarmos ao início desse texto e destacarmos os nomes que já foram citados, isso fica ainda mais claro.

Nos quadrinhos, no cinema, na música e etc., o Super-Homem sempre se manteve relevante graças ao interesse de grandes artistas em passar suas visões sobre o personagem e contar novas histórias sobre ele, seja por meio de uma trilha sonora que transmite sentimentos como heroísmo e imponência, um programa de rádio sobre suas aventuras, um roteiro que inicia ou finaliza uma fase icônica do personagem, ou até mesmo colocando o herói como símbolo de uma ideologia oposta ao seu contexto tradicional.

Em 2018 o Super-Homem completa 80 anos, mas parece que isso é só o começo.

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