foto (1)No último dia 3 de julho, pré-jogo do Brasil contra a Colômbia, os quadrinistas Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole participaram de mais um DossiêHQ, realizado pela Gibiteria. Com mediação do roteirista Lillo Parra, a conversa teve como destaque a trilogia Yeshuah. Por volta das oito da noite, o primeiro spoiler foi lançado: Jesus (Yeshu, na história) morre no final. Brincadeiras à parte, o bate-papo rendeu duas horas bem-humoradas.

O ano de 2014 marcou a conclusão de Yeshuah. Lançado em maio no Fest Comix, Yeshuah – Onde tudo está, último volume da trilogia, segue com roteiro e desenhos de Laudo e arte-final e cores de capa de Omar. O primeiro andar do número 158 da Praça Benedito Calixto também recebeu, no dia dez de maio desse ano, os sócios do Estúdio Banda Desenhada para uma sessão de autógrafos.

foto (4)No papo, Laudo contou que foi sempre ligado à espiritualidade e em entender a questão do sagrado. Lá pelo final dos anos noventa, assistia a muitos documentários de TV sobre a figura de Cristo, se deparava com livros desta mesma temática e, a partir daí, veio a ideia de fazer uma HQ sobre a vida de Jesus. Queria contar a história de maneira linear e o final já tinha sido pensado nos anos dois mil.

Partindo de um ponto diferente da imagem atribuída à obra, a de um Jesus humanizado, Laudo comentou que não tirou a questão divina de Cristo e que se trata de uma história segundo sua interpretação, fruto de quinze anos de pesquisa em textos apócrifos e históricos, evangelhos, entre outros. “Respeitei a figura de Jesus como personagem”, argumentou. Uma frase marcante do encontro, de autoria de Laudo, foi: “basicamente, Jesus pregava o amor, a tolerância e a compaixão.”

O arte-finalista Omar Vinõle, como entregou seu parceiro, sugeriu a participação dos Três Reis Magos no primeiro livro. No início do projeto, quando Laudo veio com a ideia, Viñole já acreditava nesta perspectiva, mas achou que a trilogia seria menos demorada. Explicou que prefere fazer a arte-final à outras etapas e que era uma terapia, um passatempo, durante as tardes. Para ele, uma das memórias mais marcantes no desfecho de Yeshuah foi a arte-finizalição do sorriso de Maria Madalena (Miriam Magdalit).

fotoQuestionado sobre as referências estéticas para compor a trilogia, Laudo tomou a liberdade artística de desenhar personagens menos hollywoodianos, feios, com dentes cariados, roupas sujas e velhas, mais fiéis à época.

Pelas palavras de Laudo, os dois primeiros volumes receberam poucas respostas negativas. No geral, estão indo bem. No Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em Portugal, os livros tiveram boa aceitação.

Yeshuah acabou, mas a dupla já tem novos planos. Laudo e André Diniz estão trabalhando no livro Olimpo Tropical, que será lançado em Portugal. Outra parceria é a de Laudo e Marcatti, que assume o roteiro. Além disso, Laudo adaptará Édipo Rei, com a professora da UFMG, Tereza Virgínia Ribeiro. A obra, com cores de Omar, é um projeto da Editora Peirópolis.

“O fazer de Yeshuah mudou a minha cabeça”, concluiu Laudo Ferreira Jr.

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