board-gamesEm batalhas contra zumbis, no espaço ou no meio do oceano, em mundos fantásticos ou muito bem calçadas na nossa realidade, para se divertir ou pensar em intrincadas estratégias. O mercado de jogos de tabuleiro voltou à ativa, depois de anos no ostracismo, trazendo o bom e velho jogo off-line entre amigos de volta as casas, e é claro que havia muitos e MUITOS estandes do assunto dentro da CCXP 2015 – Comic Con Experience – nada menos que o maior evento de cultura pop da América Latina.

Eles parecem videogames, mas tem peças, cartas e nenhum controle, e os problemas de lógica e enigmas vão te dar bem mais trabalho. Os bons e velhos jogos de tabuleiro reencarnaram com os board games contemporâneos. O assunto está tão em alta que teve até um painel dedicado na CCXP, “A Invasão dos Jogos de Tabuleiro no Brasil e no Mundo” aconteceu na sexta-feira, 4/12, no auditório Ultra.

arcadiaCom a presença de convidados internacionais como Eric M. Lang, criador de A guerra dos Tronos – Board game, e John Kovalic, dono do Dark Tower, um dos maiores portais de jogos internacionais, o painel mostrou muito do mundo maravilhoso dos jogos. Mais tarde com a presença de David Preti, da Galápagos Jogos, conhecemos um pouco do mercado e dos jogos mais premiados ao redor do mundo.

Se você está entre os novatos do mundo do board game, eles são jogos clássicos como War ou Banco Imobiliário, mas com temáticas e públicos diversos. Hoje você consegue encontrar desde jogos conhecidos como Family Games, que tem uma temática mais infantil e escrachada, com monstros gigantes destruindo cidades a jogos mais sérios como Splendor, que é quase um poker moderno, que exige muita estratégia.

O papo nos mostrou que, no exterior a onda de jogos de tabuleiro modernos, já vem crescendo há muito tempo com prêmios como o Spiel des Jahres, espécie de Oscar dos jogos, que incentiva cada vez mais a produção e disseminação do gênero. Por aqui, a onda começou a ganhar força nos últimos anos, muito por conta da Galápagos Jogos. Fundada em 2009, a empresa foi a responsável por trazer alguns dos boards games mais famosos do mundo para uma época onde a internet dominou todos os tipos de jogos.

blood-rageYuri Fang, um dos donos da Galápagos, já disse este ano que notávamos que havia uma carência de bons board games no Brasil, um mercado pouco explorado, mas com potencial infinito, assim, alguns pequenos jogos conseguiram entrada, e foram puxando cada vez mais os campeões de vendas.

O sucesso mundial de Munchkin foi muito comentado (um jogo onde exploradores tentam pilhar mais tesouros e níveis que seus adversários), ele é barato, acessível e atingiu muitos públicos, sendo um dos carros-chefes responsáveis pelo mercado de jogos que temos hoje no Brasil. Apesar de não serem baratos, (Boards custam em média R$ 150,00 no Brasil), eles fazem sucesso entre público de diversas idades e gostos, fazendo com que o mercado geek faturasse mais de R$ 2 milhões apenas com e-commerce em jogos.

Na CCXP deste ano pudemos acompanhar a programação de estandes de grandes empresas de jogos como Devir, Copag, Wizards, Jambô e Redbox com produtos exclusivos para o evento e brindes. Na Devir, além de jogos clássicos que a empresa já traduziu como Pandemic, pudemos conferir lançamentos como a Guerra do Anel (jogo ambientado no universo de Tolkien) e Cafundó, lançamento da editora para 2016. Na Galapagos, fãs foram a loucura com a exposição de Bloood Rage e Arcadia Quest, jogos premiados no exterior que serão lançados em português até o meio do ano que vem.

dead-of-winterA Jambô trouxe o lançamento mais aguardado do ano, o Manual do Malandro do universo de Tormenta RPG, Ledd (Quadrinho ambientado no mesmo universo, que se tornou um webcomic de sucesso, a nova aposta da editora), e a reimpressão de vários outros livros que estavam faltando nas prateleiras dos RPGsístas de plantão.

Na Redbox havia a realização do Old Dragon Day, um dia com aventuras exclusivas do RPG que carrega mais da metade do faturamento da editora, e o lançamento de Red Dragon Inn, um card game sobre heróis em um momento de relaxamento depois de lutas em guerra, um jogo de bebedeira e pancadaria na taverna.

O bate-papo sobre o mundo maravilhoso dos jogos de tabuleiro foi produtivo e quem foi saiu com a sensação que estamos diante de uma nova fatia do mercado geek/nerd que está em plena expansão e que ainda nem atingiu 50% do seu potencial dentro do Brasil, ou seja, prepare-se para voltar a fazer aqueles velhos encontros com amigos para fazer a noite dos boards games. Os bons tempos voltaram!

http://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/12/boardsgames.jpghttp://impulsohq.com/wp-content/uploads/2015/12/boardsgames-300x300.jpgVini Moreiracobertura de eventosboard games,CCXP,Comic Con Experience,Dark Tower,David Preti,Eric M. Lang,jogos de tabuleiro,John Kovalic,Yuri FangEm batalhas contra zumbis, no espaço ou no meio do oceano, em mundos fantásticos ou muito bem calçadas na nossa realidade, para se divertir ou pensar em intrincadas estratégias. O mercado de jogos de tabuleiro voltou à ativa, depois de anos no ostracismo, trazendo o bom e velho jogo...O Impulso HQ é um site dedicado à cultura geek e traz, diariamente, novidades sobre quadrinhos, cinema e games, além de conteúdo em vídeo. Somos nerds a serviço do seu entretenimento. Bem-vindo!
Compartilhe