A experiência da elaboração da HQ (Metodologia)
Assim, quero elaborar um momento, como quando o faço geralmente sozinho (sem espectadores), e que se assemelharia a um concerto-solo, mas em vez de musical, eu desenharia, de acordo com o momentum, construindo uma história em quadrinhos, conforme eu me acostumei a realizar. Como exemplo, em 1990 eu realizei uma história em quadrinhos de três páginas intitulada “Sina” (fig. 4), cujos primeiros três quadrinhos foram deflagrados em minha mente ao ouvir uma música (em específico, “The unforgettable fire” de U2).
Para tal experiência, dessa vez, é óbvio que devo estipular uma metodologia supondo demonstrar o ato criativo de uma HQ improvisada (5 minutos como média, e 10 no máximo) ao público, para que percebam como pode se dar um ato criativo, que é um pouco similar ao que Nachmanovitch (1993) mencionou com relação ao impulso intuitivo e espontâneo realizado por alguns artistas, conforme narrei anteriormente nesse artigo.
Meu ato artístico se dá da seguinte maneira :
Abro a palestra do artigo (que teria que durar, no mínimo, 20 minutos ao todo, incluindo a parte prática), explicando os pontos principais, e em seguida faço a audição de uma música por mim pré-escolhida (na verdade, trechos de músicas que editei), enquanto me sento frente a um cavalete (pode ser um flip-shart) contendo folhas de papel do tamanho A-3, ou A-2.











