Resenha Mangá: Warcraft
Por Kari Murakami | 2 fevereiro de 2010Orcs, anões, magos e gnomos fazem parte desse mangá baseado no jogo online World of Warcraft.
O mangá conta com quatro pequenos contos de roteiristas e artistas diversos.
O primeiro, Queda, apresenta a continuação da história A Triologia da Fonte do Sol escrita pelo americano Richard Knaak e com arte do coreano Jae-Hwan Kim.
Nesta história vemos Trag, um taurino que após tornar-se morto-vivo, busca a ajuda de um xamã. Porém Trag é traÃdo por aqueles em que confia e busca vingança.
O traço de Kim em a Queda abriu com chave de ouro o mangá. O autor desenha com riqueza cenários e monstros, além de usar com precisão retÃculas e hachuras, que deixam o mangá bastante detalhado e muito rico.
Em A Jornada, Troy Lewter conta-nos a história de Halsand, um fazendeiro que tem uma famÃlia adorável, mas vê sua vida mudar por completo após a visita de guerreiros em sua propriedade.
Halsand em busca de conforto para sua famÃlia junta-se ao grupo para guiá-los ao território inimigo. Porém o jovem fazendeiro não faz idéia dos perigos da jornada.
Desenhada por Mi-Young No, este conto apresenta uma linha de mangá mais parecida com o mangá japonês, com personagens carismáticos de olhos grandes. Tem um traço bonito, com belos cenários e arte-final impecável.
Em Como Ganhar Amigos, Dan Jolley retrata a história de Lazlo, um jovem gnomo cientista que não é lá muito popular. Lazlo tenta fazer amizades na sua nova cidade, mas sempre acaba sendo motivo de piada.
Porém quando um Troll invade o território, Lazlo tenta mostrar que um pequeno gnomo desastrado pode muitas vezes ser um grande herói.
O traço do Carlos Olivares é mais caricatual o que combina muito com a narrativa da história. O desenhista espanhol utiliza o traço mangá misturando com um toque europeu, lembrando um pouco Asterix.
A última história, Um Negócio Honesto, de Troy Lewter, segue a mesma linha de A Jornada. Nesta história Nori Blackfinger é um anão conhecido como o melhor forjador de ferro. Suas armas são inquebráveis e almejadas por todo grande guerreiro.
Porém Nori vende armas para qualquer um que ofereça um bom preço por elas. Consequentemente o velho anão terá que sofrer com as conseqüências de sua ambição.
O desenho de Nam Kim, outro coreano, é limpo, bonito e segue uma linha de mangá mais tradicional.
Particularmente eu nunca joguei, WOW (World of Warcraft), mas as histórias em geral são bastante interessantes e envolventes.
Seja para jogadores, leitores de mangás ou curiosos, é um mangá bastante rico, que não exige ser um jogador para se entender.
Recomendo especialmente a todos que gostam de ação, humor e aventura.
Warcraft – Lendas: volume um
Autores: Knaak, Jolley, Lewter, Wellman, Kim, No, Kim, Olivares
Editora: Conrad
176 páginas
R$ 12,90
Tags: conrad, Jolley, Kim, Knaak, Lewter, mangá, No, Olivares, Wellman, World of Warcraft



to aguardando starcraft
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