
Mike Madrid analisa o papel histórico das mulheres nas HQs e vê mudanças sociais e comportamentais
Visto no Universo Fantástico
Botas insinuantes, malhas justas, tops estupendos, braceletes vigorosos, bustiês apertados, coxas torneadas, cintos em cinturas muito finas com grandes fivelas dividindo corpos ao meio, seios fartos, discursos de emancipação feminina.
Leitores ordinários de quadrinhos não terão prestado muita atenção nisso, mas os mais atentos sabem: as superpoderosas dos comics sempre deram um banho de estilo e sensualidade.
Agora, um livro publicado nos Estados Unidos, , de Mike Madrid, debruça-se sobre esse universo pouco explorado das histórias em quadrinhos. Mike Madrid é editor de cultura pop da Exterminating Angel Press, pequena editora de São Francisco, e produziu talvez o mais interessante ensaio até agora sobre o tema. E é um sucesso: em outubro, o livro era o número 1 em compras na Amazon, na categoria comics, e o número 2 no tema “feminismo”.
Mulher Maravilha, Supermoça, Batgirl, Mulher Gato, Mulher Invisível: partindo do início das HQs, o grande mérito de Madrid é mostrar como as heroínas dos quadrinhos se vestem e se deslocam pelo mundo conforme a moral e os costumes de suas épocas. E continuam mudando: a nova Spider-Woman (Mulher-Aranha) é uma agente secreta caçadora de alienígenas, membro dos Novos Vingadores, e a Batmoça é uma lésbica de ascendência judaica.
(mais…)