FIQ! 2009 – Entrevitas: Gabriel Bá, Fábio Moon, Becky Cloonan e Vasilis Lolos
Por Renato Lebeau | 23 outubro de 2009Com o nome de Mercado Indie, o bate-papo reuniu na mesa Vasilis Lolos, Fabio Moon, Becky Cloonan, Rafael Grampá e Gabriel Bá
A partir de hoje o Impulso HQ já começa a colocar a série de entrevistas que fez durante o FIQ!2009. Na postagem de hoje colocamos os autores do álbum de terror recém lançado aqui no Brasil.
Pixu (editora Devir), conta com a participação dos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon, da italiana Becky Cloonan e do grego Vasilis Lolos, que durante o evento na capital mineira estavam presentes e entre um autografo e outro o Impulso HQ conseguiu falar com cada um, sobre carreira, próximos projetos e é claro sobre o lançamento.
Para não ficar um post muito extenso selecionamos três respostas de cada, porque a “é a sua primeira vez no Brasil?”, que foi feita para os autores estrangeiros não é nada interessante para o leitor. Sim era a primeira vez de Becky e Vassilis aqui no país.
Acompanhem pela ordem Vasilis Lolos que fala sobre o mercado grego de HQ, depois Becky Cloonan falando sobre como é a sua estratégia para conseguir publicar um álbum independente em um país estrangeiro e para finalizar Gabriel Bá e Fábio Moon falam sobre seu próximo lançamento pelo selo Vertigo, e o que eles acham de serem considerados quadrinhistas ícones brasileiros.
IHQ: O que você sabe sobre o mercado de quadrinhos no Brasil?
Vasilis Lolos: Eu conheço alguma coisa como o trabalho de Fábio e Gabriel e algumas outras coisas que me mostraram que eu gostei, e as vejo na Internet.
IHQ: Você pretende publicar mais coisas no Brasil?
Vasilis Lolos: Sim, recebi alguns contatos de alguns editores que se interessaram pelo o meu trabalho, e isso é uma coisa boa porque eu amo quadrinhos e gosto que eles se comuniquem com mais pessoas. Venho da Grécia e sei como é realmente difícil às vezes produzir quadrinhos que você gosta. Lá o mercado é muito pequeno, então é muito bom saber que uma editora aqui no Brasil se interessa em publicar o que eu faço e em outra língua.
IHQ: Qual é o seu próximo projeto?
Vasilis Lolos: Estou envolvido em muitas coisas. Quero terminar o meu segundo volume de “The Last Call”. Estou fazendo outras coisas também como um livro de ilustração com imagens gregas que mostram personagens mais satânicos. Quero pegar tudo isso e fazer histórias que envolvam mais ficção e espaço.
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Becky Cloonan
IHQ: Como você está se sentindo publicando Pixu aqui no Brasil?
Becky Cloonan: È muito legal publicar Pixu aqui no Brasil, junto com o Gabriel e Fábio, porque sei que as pessoas curtem o trabalho deles, então espero que eles curtam Pixu também.
IHQ: Você pretende publicar mais títulos no Brasil?
Becky Cloonan: Eu adoraria. Não tenho nada em vista ou em negociação para publicar aqui no Brasil, por enquanto apenas Pixu. Eu adoro ver o meu trabalho sendo publicado em outra língua, e sempre tento levar alguma parte do meu trabalho já traduzido para a língua do país que eu visito, acho que isso me deixa mais confortável para apresentar para alguém que pretende publicar. É muito legal saber que outras pessoas do mundo lêem o que eu faço.
IHQ: O que você pode dizer para os brasileiros sobre Pixu?
Becky Cloonan: Pixu é um álbum que fizemos em uma parceria com quatro pessoas, e começamos a desenvolvê-la há três anos atrás, e foi muito divertido fazê-la. O primeiro passo foi decidir que ela seria uma história de terror e que cada um daria a sua contribuição e essa parte foi difícil porque estava cada um em um canto então precisamos nos comunicar via Internet, trocando e-mails, deixando mensagens nos blogs de cada um e coisas desse tipo.
È uma história de terror que existe um prédio e quatro apartamentos, Pixu se passa nos quatro apartamentos. Meus personagens são um casal, Omar e Claire e eles estão com problemas de relacionamento. Começa com algumas unhas cortadas de Claire na sopa, e a situação vai se desenvolvendo e complicando até se tornar algo incrivelmente horrível.
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Gabriel Bá e Fábio Moon
IHQ: Vocês estão aqui no Brasil publicando um álbum que primeiro saiu lá fora, e já chega aqui com grande repercussão. Como vocês vêem este tipo de chegada?
Gabriel Bá e Fábio Moon: Acho que o fato de ter sido publicado primeiro lá fora só traz a repercussão, porque o Pixu foi algo que fizemos independente lá fora, a gente até publicava no Brasil e vendia lá de mão em mão. Então acho que o fato de publicar lá fora é só uma questão de estarmos trabalhando com vários autores e que a gente escolheu um mercado e uma língua para publicar, mas já sabendo que dava para depois negociar em outros lugares. No caso de Pixu precisávamos escolher um lugar para publicar primeiro e resolvemos que seria lá porque é onde a gente se encontra todo ano, mas já sabendo que tínhamos essa porta aberta na Devir para publicar uma versão em português.
IHQ: Hoje vocês dois são considerados quadrinhistas brasileiros ícones. Vocês se enxergam dessa forma? Como vocês se posicionam no mercado em relação a isso?
Gabriel Bá e Fábio Moon: Não sei se a gente se considera ícone ou não, mas sabemos que tem muita gente olhando para o que a gente faz e fala e para o jeito que encaramos os quadrinhos com o nosso trabalho, então pensamos nisso sempre que temos que fazer algo novo. É um certo peso, mas no final das contas nos preocupamos mais com o trabalho. É ele que vai falar mais alto e vai sobreviver. Tem muita coisa que repercute no momento, então se você ganha um premio, vai ter um monte de repercussão, depois de dez anos o trabalho vai sobreviver e a repercussão vai diminuir.
IHQ: A parceria com Gerard Way, vocalista de My Chemical Romance, influenciou para o sucesso de The Umbrella Academy?
Gabriel Bá: Acho que influencia como qualquer outra parceria, se fosse dois quadrinhistas, por exemplo, a obra iria atrair os fãs de ambas as partes, como acontece com a nossa parceria com a Becky e o Vassilis. No caso de Umbrella são meios diferentes, então tem um monte de fã da banda que não conhece quadrinhos e que nunca veria quadrinhos, mas se interessa pelo Umbrella pelo fato de gostar da musica do Gerard, e isso eu acho muito bom porque traz mais leitores para os quadrinhos.
IHQ: Existe outra parceria em andamento para um futuro projeto?
Gabriel Bá e Fábio Moon: Não. Estamos focando em fazer as nossas próprias no momento, equilibramos entre fazer parcerias e fazer as nossas histórias, e agora estamos desenvolvendo uma história só nós dois. Estamos fazendo uma série para a Vertigo, chamada Daytripper, que é basicamente uma 10 Pãezinhos só que vai ser publicado lá fora primeiro. Ela aborda os temas que gostamos de falar que são vida cotidiana e como você decide o resto da vida e o potencial de você mudar a sua vida em poucos dias. Estamos trabalhando nisso para sair agora em dezembro nos Estados Unidos, e não sabemos ainda quando sairá no Brasil, mas espero que chegue logo.
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Tags: Becky Cloonan, Fábio Moon, Festival Internacional de Quadrinhos, FIQ, Gabriel Bá, Gerard Way, My Chemical Romance, Pixu, Umbrella Academy, Vasilis Lolos







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Parabéns pela cobertura do evento e pelas entrevistas!!
Mas é muito estranho se preocupar que a entrevista fique grand apra o leitor acompanhá-la. Se forem perguntas inteligentes e interessantes, penso que não há problema em ser algo extenso.