Arquivo de outubro, 2008

Ziraldo, o pai da Pererê.

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Como texto interessante de sexta-feira selecionei uma entrevista com um dos grandes mestres nacionais de quadrinhos, me refiro ao criador de personagens que estão marcados na infância de muitos leitores, e que fazem a alegria até hoje com as suas peripécias, Ziraldo.

A entrevista é de autoria de Wellington Srbek, pesquisador, roteirista e editor de quadrinhos e foi retirada do site Mais Quadrinhos que sempre tem textos interessantes sobre o universo das HQs, abaixo segue a entrevista.

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Visto no Mais Quadrinhos

Uma das mais significativas experiências dos quadrinhos brasileiros foi a série Pererê, produzida entre 1960 e 1964 por Ziraldo e uma equipe de desenhistas (que aparecem na imagem que ilustra esta postagem, “curtindo” a edição de estréia da revista).

Aproveitando a data de aniversário desse importante escritor, ilustrador e humorista brasileiro, reproduzo aqui a entrevista que fiz com Ziraldo, em 1999, para a realização de minha dissertação de mestrado.

Qual era sua autonomia criativa em relação ao editor da revista?

Era total. Era uma revista infantil. Eu podia contar as minhas histórias como quisesse. A revista era até um pouco, digamos, “comunista” para a época. O editor nem ligava. Vai ver, nem lia. A revista fazia o maior sucesso. Bastava isto pra ele.

Descreva o processo de criação da revista: prazos e profissionais envolvidos.

Eu fazia a revista com três meses de antecedência. Ou quatro, não me lembro. Tanto que fui dispensado em dezembro e a revista foi até abril de 1964. Acabou quando tinha que acabar. Eu bolava as histórias, fazia tudo a lápis. Tinha três profissionais comigo. Um fazia o nanquim em cima do meu traço. Nunca aprendeu a fazer o traço. Chamava-se Paulo. Morreu logo depois que a revista parou.

O outro era um famoso e grande letrista de HQ de todas as publicações brasileiras, trabalhara na Ebal, no Globo, em toda parte. Um craque. Chamava-se João Barbosa. Também já morreu. O outro era o que indicava as cores no overlay, com papel de seda e lápis de cor. O cara do fotolito tinha que adivinhar a proporção das cores. Este se chamava Heucy Miranda. Aliás ainda se chama, aprendeu a desenhar tudo, é um grande animador de desenho animado e desenha o Pererê melhor do que eu. Uma figura!!!

Qual era a tiragem e o percentual de vendas da Pererê, entre 1960 e 1964?

Acho que vendia 130.000 em 1963. Vendia igual à Luluzinha e mais do que as revistinha da Abril. Maurício ainda não existia como fazedor de revista.

O que há de sua infância em Caratinga (MG) na criação das HQs da revista?

Tudo.

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Pedro e o Lobo e Bono

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Bono, líder do U2, ilustra o clássico da ópera Pedro e o Lobo

Para surpresa dos fãs do U2 e admiradores do Bono, militante de tantas causas sociais, o cantor irlandês revela mais um talento: o de ilustrador.

Bono e suas filhas Eve e Jordan apresentam a versão em família para a célebre história Pedro e o Lobo.

As ilustrações foram baseadas na ópera do compositor russo Sergei Prokofiev. E fazem parte do projeto que arrecada fundos para o Irish Hospice Foundation, uma instituição sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento do tratamento de pacientes terminais.


O livro conta a história de Pedro, um garoto que mora com o avô em uma casa, que possui um lago no jardim ao lado de uma floresta, onde vivem animais como o pato, o lobo, o passarinho e a gata.

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Projeto do Senado proíbe meia-entrada nos finais de semana e feriados

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Essa notícia é indicação do leitor André que com certeza adora cinema e deve ter ficado preocupado também com o q ue leu.

Eu li mas não vejo como esse projeto de lei vai ajudar!

Abaixo segue a notícia.

Visto no UOL Notícias

Um projeto em discussão no Senado Federal pode alterar a forma como a carteirinha de estudante é utilizada atualmente para a compra de ingressos pela metade do preço. A proposta também vale para o benefício concedido às pessoas com mais de 60 anos de idade.

Entre outras coisas, o texto estabelece que a meia-entrada não valerá nos cinemas em finais de semana e feriados locais ou nacionais. Para todos os outros eventos, como peças teatrais e shows, a meia-entrada não valerá de quinta-feira a sábado, se o projeto for aprovado.

O projeto também tenta coibir a emissão de carteiras de estudante falsificadas, criando um documento único, padronizado, de validade nacional: a Carteira de Identificação Estudantil. Cria ainda um Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da meia-entrada e da identidade estudantil.

A proposta está pronta para ser votada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), mas a data da votação ainda não foi definida. Se passar pelo Senado, ainda será analisada pela Câmara dos Deputados.

No Senado, antes de chegar à Comissão de Educação, a matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com alterações ao texto original. Na Comissão de Educação sofreu mais mudanças, após a realização de várias audiências públicas com representantes dos estudantes e dos produtores culturais.

A relatora do projeto na Comissão de Educação é a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que apresentou um substitutivo à matéria original, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

“Chegou-se a um acordo com a UNE, Ubes, representantes da área de cinema, teatro, e eu acatei esse acordo”, justifica a senadora Marisa, que incluiu a limitação dos dias em que a meia-entrada estará em vigor.

A UNE (União Nacional dos Estudantes) é favorável ao documento único de identificação, mas é contra as restrições ao uso da carteirinha, como explica Lúcia Stumpf, presidente da entidade.

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Thunderman pelo NHQ

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Depois de Crânio, criação do quadrinista Francinildo Sena, o NHQ – Núcleo de Histórias em Quadrinhos acaba de divulgar em seu fotolog a capa da primeira edição de Thunderman, que também tem lançamento previsto para dezembro.

Thunderman foi criado há 15 anos por Adriano Gon. A nova revista está a cargo de Gon e de Isis Doninha.

Thunderman vem com tudo, agora com as histórias pós Morte em Família lançada em 2006.

Para quem não conhece é uma boa começar a ler a partir de agora, que aos poucos vai se acostumando com o herói que irá viver uma nova fase de sua vida.

O NHQ promete ainda muitas outras novidades, tanto em publicações online quanto impressas, bem como a estréia de um novo site da editora.

Símbolo da insubmissão em quadrinhos*

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Visto no Gibizada

Perto de completar 100 anos, a revolta que aconteceu em 22 de novembro de 1910 e uniu marinheiros de toda a frota brasileira contra os maus tratos é transformada em quadrinhos.

“Chibata — João Cândido e a revolta que abalou o Brasil” (Conrad), escrita por Olinto Gadelha e ilustrada por Hemeterio, sai coincidentemente no mesmo ano em que o governo federal anistia e inscreve o nome do líder da Revolta da Chibata, João Cândido, no Livro dos Heróis da Pátria.

Antes da pesquisa, conhecíamos muito pouco da história da revolta — diz o ilustrador Hemeterio.

Depois, o personagem que emergiu tinha o mesmo status de um Tiradentes. João Cândido simboliza a insubmissão. Sua revolta explodiu quando foram esgotados todos os outros canais. O contexto da época não se repete hoje, é claro, já que não é concebível que um grupo faça valer sua opinião portando armas, mas, naqueles dias, alguém precisava lembrar aos governantes que a escravidão acabara 30 anos antes.

João Cândido conseguiu fazer com que suas reivindicações fossem atendidas, mas a vitória foi comemorada por pouco tempo. Os almirantes revidaram, prendendo e torturando os principais marinheiros envolvidos na revolta, inclusive Cândido, que morreu em 1969, aos 89 anos, com a mente destruída.

O assunto viraria tabu para a imprensa. Após dar início a uma série de reportagens sobre a revolta na “Folha do Povo”, Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foi espancado e abandonado, nu, em plena Nossa Senhora de Copacabana.

Só o fato de podermos discutir livremente os eventos da revolta, quando todos os que fizeram o mesmo antes sofreram algum grau de retaliação, já é prova da nossa maturidade democrática — conclui Hemeterio.

* Texto publicado na Liquidificador desta terça, na revista Megazine (O GLOBO).

Visto no Gibizada

Quanta Produção

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

VIsto no HQ Maniacs

A 4ª edição do Quanta Produção é uma oportunidade para quem quer conhecer e conversar com desenhistas de quadrinhos, ilustradores e animadores em flash, enquanto eles trabalham.

A iniciativa acontece dia 28 de novembro na Unidade I da Quanta Academia (Rua Dr. José De Queirós Aranha, 246 – ao lado da estação Ana Rosa do Metrô), em São Paulo.

Os artistas serão divididos em grupos de três ou quatro, distribuídos pelas salas de aula da Quanta.

Os interessados também são separados em grupos de seis pessoas no máximo. Cada grupo ficará 20 minutos em cada uma das salas, para conversar, conhecer e tirar dúvidas sobre processos de trabalho, técnicas utilizadas e funcionamento do mercado com os artistas convidados.

Para se inscrever ou obter mais informações, entre em contato pelo e-mail quanta@quantaacademia.com ou pelo telefone (xx11) 3214-0553.

Entre os artistas convidados estão Roger Cruz, Renato Guedes, Ivan Reis, Marcelo Brücke Caribé, Octavio Cariello, Ronaldo Barata, Artur Fujita, Amilcar Pinna, Wesley Iguti, Julia Bax, Davi Calil, Bruna Brito, Jefferson Costa e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá.

VIsto no HQ Maniacs

Agnes Quill rumo ao cinema

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Visto no Universo Fantástico

De acordo com a Variety, a Paramount adquiriu os direitos de filmagem de Agnes Quill: An Anthology of Mystery, HQ escrita por Dave Roman.

O diretor anunciado é Thor Freudenthal (Um Hotel Bom pra Cachorro).

Evan Spiliotopoulos está encarregado do roteiro. A HQ foi publicada em 2006 nos EUA pela SLG Publishing.

Na história, a jovem protagonista completa 16 anos e herda a fortuna do seu avô, além da habilidade dele de se comunicar com os mortos.

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Quadrinhos em Quadrões em Porto Alegre

Por Renato Lebeau | 31 outubro de 2008

Visto no Bigorna

A Exposição Quadrinhos em Quadrões acontecerá entre os dias 5 e 28 de novembro na Vertente Atelier Galeria (Carazinho, 330 – Porto Alegre-RS); a entrada é franca.

São 8 telas no formato 1 m por 1,5m, feitas em técnicas variadas, na qual cada artista continuou o que o anterior fez, como em uma História em Quadrinhos.

A história mostra o encontro entre um violeiro e a “Dona Morte”. Participam da exposição os artistas gaúchos Rafael Albuquerque (Superman/Batman, da DC Comics), Eduardo Medeiros (Wood&Stock, da Otto Produções) e Mateus Santolouco (DC Haloween Special, da DC Comics) e os paulistas Roger Cruz (X-Men, da Marvel), Renato Guedes (Superman, da DC Comics), Weberson Santiago (Rolling Stone), Julia Bax (X-Men First Class, da Marvel) e Davi Calil (Veja e SuperInteressante).

A mostra ficará aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Visto no Bigorna

Resenha de mangá: Tsubasa Reservoir Chronicle nº 22

Por Renato Lebeau | 30 outubro de 2008

Texto de: Fabricio Altran

A dobradinha Tsubasa / XXX Holic é relembrada nessa edição, e podemos sentir a diferença de passagem do tempo entre os mundos.

A edição inicia a final da corrida de Dragonflies, com mais trapaças e armações de um dos participantes, cujo nome ainda não sabemos.

Em si, esse ciclo da corrida não é algo que chega a empolgar muito, tendo em vista que os arcos anteriores foram mais interessantes. Sem contar o fator da tradução da corrida, que sempre é tratada como “a corrida propriamente dita”.

Não seria melhor encurtar esse nome, ou até mesmo referir-se a ela como algo mais simples como a final?

Para os mais observadores, e que acompanham as duas séries (Tsubasa e XXX Holic), a capa desse volume contém um pequeno spoiler.

Obs: a imagem q ilustra o post não representa a capa nº22.

Resenha de mangá: Naruto nº 18

Por Renato Lebeau | 30 outubro de 2008

Texto de: Fabricio Altran

Continua a busca pela candidata à 5ª Hokage: Tsunade, uma das 3 lendárias senins da Vila Oculta da Folha.

Nesse meio tempo, o treinamento de Naruto chega à última etapa.

Um volume parado em termos de ação, mas que mostra um pouco mais a personalidade dos lendários ninjas de Konoha.

As ilustrações intermediárias são um presente extra: temos a oportunidade de conhecer o primeiro e segundo Hokages, e vemos uma interessante analogia entre o Trio 7 da Folha e os discípulos do 4º Hokage, o trio dos lendários senins.

A narrativa desse volume é lenta, pois esse é o volume que prepara o território para o desfecho da saga da busca pela Tsunade.

Outra coisa curiosa de se comparar é o desenho e a história empolgantes da série, com os comentários do início da carreira do autor, durante a biografia que se apresenta no decorrer do volume.